Você ainda vai me amar amanhã letras

Lennado Caboclo

2019.02.19 19:48 PedroLight Lennado Caboclo

>Antes de tudo, um disclaimer simples.

Não tinha como eu contar de tudo do Lennado nessa música, tanto pela quantidade de estrofes, e por eu querer manter essa modificação tão fiel à original quanto possível. Tomei pequenas liberdades artísticas pra citar os eventos aqui, mas nada que beire muito na irrealidade. É bom notar, também, que eu prezei mais manter o ritmo e a qualidade geral da música, sem muita repetição do que o tamanho dela, então, por isso, algumas estrofes foram cortadas e, como disse sobre a liberdade artística, alguns eventos foram levemente modificados. Qualquer dúvidas quanto a isso, só me chamar na DM ou em algum comentário. De qualquer forma, acho que isso conta bem os eventos de forma lírica.


---


Tinha muita cabeça o tal Lennado da Disney Foi o que todos disseram quando ele nos fudeu Deixou na taverna toda a raiva da sua piroca Só pra sentirmos no sangue o ódio que Jesus lhe deu


Quando criança só pensava em ser mendigo Ainda mais quando um apartamento o pai lhe deu Era o terror da cidade onde morava E nem na escola a quarentena o conteu


Ia pra casa só pra gozar no ursinho da cunhada Que seu irmão colocava em sua casa sem nada esperar Sentia mesmo que era mesmo um doente Sentia que aquilo ali não era o seu lugar


Ele queria ser um mendigo sem nem um kitnet Pra ganhar sopinha de graça com azeite Tentou conhecer pessoas em site da internet De escolha própria, escolheu o kongregate


Comia todos os ursinhos da cidade De tanto falar merda, aos 12 era silenciado Aos quatorze foi mandado pra taverna Onde aumentou seu ódio diante de tanto mod opressor


Não entendia como o server funcionava Criou um cargo pra cada letra e sua cor Nunca cansou de ganhar poder e moderar E como rejeitado social, continuava no servidor


E lá chegando foi falar várias merdas E encontrou um admin com quem foi conversar E o admin não aguentava tanto lixo Ia o banir e não tinha como reclamar


Dizia ele: Eu não aguento suas doenças Neste servidor, gente pior não há Tô precisando resolver essas doença Eu fico aqui e bano você sem chorar


E Lennado aceitou sua proposta E num clique foi banido e viajou pra outro servidor Ele ficou impressionado com o povo de lá Saindo da rotina, lembrou que tinha um pau


Meu Deus, mas que servidor lindo Amanhã eu começo a shitpostar Ser doente, jogar osu!, roblox e lol Ganhava rep de gente que iria o admirar


Na sexta-feira manda mapa no servidor Achava que era cartógrafo, não era nem trabalhador E isso aos membros só causava tremor Até um tal de Gurga, um homossexual sem temor


Um brasiliense que vivia na Disney E um tanto de merda ele fazia lá Seu nome era Gustavo e ele dizia Que um negócio ele ia começar


E Lennado até a morte fazia mapa Mas a reputação não dava pra ele se sustentar E via toda hora alguém falando Que sempre dizia que pra taverna alguém iria convidar


Mas ele não queria mais conversa E decidiu que, como Gurga, ele iria se virar Elaborou mais uma vez seu plano santo E sem ser glorificado, o seu pau foi preparar


Logo logo o Jukeys do servidor ficou sabendo da novidade Se rodar no seu PC, vou mandar foto do pinto! E Lennado ficou impressionado E falou mais merda do que quase qualquer um ali


Não tinha amigos, frequentava o banco do bar E jogava jogo de bloquinho pra se libertar Mas de repente Sob uma má influência dos doentes do lugar LoL ele foi jogar


Já na primeira partida ele se apaixonou E pro inferno ele foi e não vai se arrepender Era melhor que tivesse estupro de seu corpo Vocês vão ver, ele vai fuder com vocês


Agora o Lennado era Lolzeiro Ninguém o aguentava no chat geral Não tinha nenhum medo de admin Moderador ou membro normal, devido ao seu pau


Foi quando conheceu um novo vício E de todas as suas atrocidades ele não se arrependeu Osu! era o nome dessa droga E o coração dele, pra ela o Lennado prometeu


Ele dizia que queria só jogar E ainda mais doente ele tornou a ser Osu! pra sempre vou te amar E um filho com você eu quero ter


O tempo passa e um dia vem na porta O Pedro sem nenhuma classe com dinheiro e 2 keys E ele faz uma proposta indecorosa E diz que espera uma resposta, uma resposta do Jukeys


Mando foto do meu pau Tenho coragem, mas afirmo que não sou gay não Mas com certeza te afirmo Que pra isso eu tenho uma condição


E é melhor TESO rodar no seu computador Se não eu não mando foto do pau, não sou louco não Mas antes de comprar, com ódio no olhar, o Pedro disse Vai mandar foto do pau, meu irmão


Vai mandar foto do pau, meu irmão Vai mandar foto do pau, meu irmão Essas palavras vão entrar no coração O Jukeys vai mandar foto do pau, ah não


Jukeys, criança religiosa sem-vergonha Perguntou do snowball cannon e fez todo mundo chorar Imaginou que fosse alguém interessante Se dizia que era crente, mas não sabia rezar


E Lennado há muito não fazia alguma atrocidade E a saudade começou a apertar Eu vou pra lá, eu vou falar um tanto de merda Já tá em tempo de à humanidade decepcionar


Chegando no servidor então ele observou E pro inferno ele nos iria levar pela segunda vez Jukeys a foto do pinto não mandou E o Pedro o iria fuder dessa vez


Lennado era só plutônio por dentro E então no canal de putaria uma foto ele postou Pedro acabou tendo que olhar E foi nesse momento que ele se decepcionou


Pode pensar o que quer que seja Não há como fazer ninguém sentir mais dor Gabs ficou triste com o que viu Aquele crime, um atentado ao pudor


E o Lennado não sabia o que fazer Quando viu o seu pau virando motivo de chacota Que virou notícia na call a se ver Por motivos óbvios, não precisa se perguntar a razão


E Lennado com seu pau de cogumelo Viveu sem se arrepender Virou uma entidade em um culto E uma mulher, nunca vai comer


E o povo declarava que Lennado da Disney Era deus pois a radiação de seu pau não conseguia se conter E a moderação do chat Não esqueceu da história que viram acontecer


E Lennado conseguiu o que queria Quando veio pro Discord, com o diabo ter Ele queria provar pra todo mundo, Provar pra essa gente que o seu pau só faz


Sofrer
submitted by PedroLight to Lennado [link] [comments]


2017.09.11 11:00 deuszebu Confiança & Arrependimento [Nine-Nine] Mais Uma Vez

Nasci em 91. Tenho uma família arcaica, assim como a maioria das pessoas de idade avançada do interior onde moro. Não os culpo por isso, uma vez que se reflete na falta de instrução dos mesmos. Desde criança, gostei muito de jogar e, naturalmente, meu PC tem sido meu melhor amigo desde então. Durante anos me envolvi com jogos de interpretação de papéis (RPG) e, pra mim, essa era uma proposta perfeita para a fuga da realidade. Uma vez imerso em tais aventuras, fiz alguns amigos virtuais. Eram eles transeuntes, os quais marcavam bons momentos e apenas se iam, sem despedidas. Já não tenho contato com quase nenhum destes.
Interpretar papel é algo que faço bem, as vezes, inclusive, me perco de quem sou ou deveria ser, segundo o que espera-se da minha pessoa. Nunca enxerguei a vida real com um real brilho nos olhos, tive bons amigos, com os quais me diverti bastante, com ou sem drogas envolvidas, mas até então não havia nenhuma conexão com alguém que eu considere tão admirável quanto os personagens que eu mesmo interpretara em tais aventuras. Eis que surge em minha vida um elemento conhecido pelo vulgo Bruxo. Em primeira instância não tinhamos importância alguma um pro outro e, durante anos, nos viamos ocasionalmente e não nos falávamos muito. Sua presença geralmente era aguardada por muitos, se não todos e, onde quer que estivesse, se fazia atração.
Pelo pouco que pude observar, era nítido o seu poder de retórica, enquanto eu, por minha vez, era extremamente introspectivo e imerso em minha mente. O silêncio não me incomodava a mim, talvez sim aos que estivessem ao meu redor. A partir do momento que fui alertado sobre ser tão calado, passei a me sentir um tanto quanto um espião e, de certo modo, evitei estar em locais onde a minha presença não era uma necessidade. Meu primeiro contrato com o Bruxo foi um celular o qual ele me vendeu num valor bem barato e me fez acreditar que eu era alguém especial para ele, segundo seu diálogo envolvente. O mesmo me alertou para não comentar sobre a aquisição com as pessoas em comum ao nosso meio, que se resumia à cerca de umas vinte pessoas, na época.
A partir desse momento, me senti em débito de fidelidade com o mesmo e, gradualmente, acabei me afastando da maioria dessas pessoas do nosso ciclo. Eram todas elas, aparentemente, de ótima índole e algumas já haviam me avisado sobre quão tóxico ele poderia ser. O Bruxo já me causara dúvida em relação à raiz fundamental de suas atitudes. Por outro lado, sua habilidade de omitir o que importa e ludibriar, ao falar o que importa aos ouvidos alheios, me fascinava e eu invejava tamanha eloquência e perspicácia. Vendo em mim um devoto seguidor, o solitário lobo abriu uma vaga na sua carruagem para que eu embarcasse em algumas aventuras com ele. Desde então, tornamo-nos cúmplices em várias peripécias.
O tempo passou e eis que tivemos nosso primeiro conflito em relação à confiança cega. Conheci a cocaína através dele e isso não chegou ser algo relevante, já que eu sabia que se trata de uma droga cara e eu, vindo de família humilde, sabia que não podia me dar o luxo de usar uma química capaz de elevar tanto o ego. Já ele, era viciado nessa maravilha em forma de pó. Em determinado momento de nossa trajetória, eu fui despedido do trabalho, sem seguro desemprego e recorri ao bruxo pra me defender em relação à essa grana que o patrão deveria ter me pago e o mesmo me auxiliou até que eu conseguisse vencer esse valor sem necessidade de recorrer à justiça.
Metade dessa quantia recebida me foi requisitada pelo bruxo, com a promessa de me retornar a o mesmo valor em pouco tempo. De pronto, aceitei, até porque eu fui até ele em primeiro lugar, caso contrário, eu iria me conformar em sair do trabalho de mãos atadas. Foi um conflito tenso entre eu e meu chefe, diga-se de passagem. Não bastando o débito, o bruxo me persuadiu a fazer um empréstimo com o banco através de meu crédito especial. Sacou tudo quanto foi possível, na promessa de retorno. Nunca vi a cor desse dinheiro de volta e a dívida se acumulou, já que meus pais também não tiveram condição de pagar. Quando conseguiram juntar uma grana pra não deixar meu nome ficar no SPC, os juros já tinham mais que dobrado. Não chegou aos cinco dígitos, mas já tinha caminhado meio caminho até lá.
Dívida à parte, ainda éramos cúmplices de aventuras e houve um episódio extremamente marcante pra mim, onde eu me envolvi com uma garota que conheci através de outra com quem eu já ficava. Era uma conexão rasa, para ambos, mas eis que o bruxo se envolve na cena e resolve propor que a gente vá estudar morar na casa dessa garota, que morava só. Ela era lésbica, a princípio, mas acabamos ficando e, posteriormente, percebi que ela não estava mais afim de mim e, aparentemente, estava bem suscetível ao bruxo. Me limitei a expressar tal frustração através de desenhos. Nunca fui de desenhar, mas parecia apropriadamente inspirado para isso.
Mais tarde, ainda nesse episódio da morada com a desconhecida, houveram alguns maus momentos entre nós e ele me ofereceu uma coca de boa procedência, a tal nine-nine. Não sei explicar se foi a química ou a situação e o ambiente, mas eu me senti muito mais afetado, dessa vez, com uma dose muito menor da que eu já havia experimentado outrora. Em um certo momento, tive uma discussão com ela e isso se tornou em uma agressão física da parte dela. Como calado não poderia ficar, sob efeito da bendita, eu apanhava sorrindo, de sangue quente e dentes trincados, então a retribuia com questões agressivas, sem me preocupar com o quanto aquilo estava por ferir a moral da mesma. Eu não faria isso de cara, já que ela era uns cinco anos mais nova que eu.
A situação melhorou quando o bruxo teve a brilhante ideia de ligar para a polícia e reportar agressão, antes disso, ele havia ligado pra minha casa e aviso à minha mãe para reunir tantas pessoas quanto fosse possível, pois eu estava impossível de ser contido e estaria chegando lá em breve. Os homens da lei chegaram, viram a bagunça na casa, eu havia quebrado uns ovos da geladeira pela casa, quando ele ligou. Madness. Ouviram-no por um curto período e já foi o suficiente pra me algemarem e me levarem até minha casa, o bruxo me acompanhou na viatura. Desci gritando "Socorro!", já que é o nome da minha mãe. Eu já estava num estado de espírito em que não me importava mais com quase nada, nem mesmo em desrespeitar as autoridades com tamanha ironia, de pedir socorro, colocando-os em posição de quem está a me por em perigo, quando na verdade deveriam representar o oposto.
Antes de me remover as algemas, o oficial me deu um mata leão dentro de casa, sob gritos de minha vó e apelo de vários presentes pra que ele parasse com aquilo. Segui como se nada tivesse acontecido e me dirigi ao meu quarto, tirei minha roupa e saí de lá nu, na vista de todos. Peguei minha toalha e tomei um banho gelado, sem pressa em parar de receber aquele jato frio na cabeça. De fato, eu sabia que precisava estar tão sóbrio quanto possível. Saí e dialoguei com todos os presentes, como se nada tivesse acontecido. Estavam todos espantadíssimos, com minha capacidade de estar tão na boa, ao invés de rastejando por perdão pelo incidente. Como haviam bem umas dez pessoas presentes, todas elas importantes, não souberam nem o que dizer, em relação à sermões. Ao menos tiveram respeito pela situação de crise que se apresentara.
Meu pai foi o primeiro a abrir a boca, tomou a cena aos berros de uma oração e fez da situação uma justificativa para dizer que havia em mim um demônio. Como sempre o vi como hipócrita, acreditei que ele tivesse fazendo aquilo pra me defender de uma degeneração maior. Eu dei atenção aos que eu realmente gosto. A partir daquele momento, passei a agir como um animal selvagem, sempre alerta e pronto pra agir, fazia apenas o que me apetecia e não me sentia mais como um ser domesticado. A história repercurtiu por toda minha família por parte de pai e mãe, pseudointelectuais e ovelhas de cristo, respectivamente. Neste caso, não sei o que é pior, o conhecimento e o desdém ou a ignorância e a misericórdia.
Me afastei do bruxo, isso havia sido explicitamente deixado claro pelos meus pais desde o momento em que pagaram a dívida que o mesmo deixou sob meus ombros e eu ignorara. Passei a frequentar psicólogos e psiquiatras do CAPS e particulares, a fim de satisfazer meus pais, que tentavam descobrir o que havia de errado comigo. Todos diagnósticos explicitavam que eu estava são e bem consciente sobre tudo que aconteceu e eu sabia disso, assim como sabia que eles não aceitavam aquela atitude vinda de mim, o que me fez acreditar que eu poderia ter borderline. Foi uma fase complicada, me afastei de todos contatos possíveis. Todos! Desenvolvi um certo pânico, derivado da superproteção, em que eu sentia que estava sendo perseguido e que as pessoas as quais eu me considerava próximas poderiam estar em perigo. Cheguei a interpretar mensagens subliminares pra mim, na TV.
Passaram-se alguns anos e o bruxo apareceu novamente. Se aproximou aos poucos e, de repente, estávamos juntos em missões suicidas novamente. Narrando essa história, me sinto na posição daquele ser imbecil dos filmes de suspense, que sabe que vai dar merda se continuar e, mesmo assim, segue rumo ao perigo. De algum modo, ele foi a única pessoa que me entendeu, até hoje. Por mais escroto que o mesmo tenha sido comigo, eu não conseguia vê-lo como um inimigo e, mais uma vez, abri a guarda. Seguimos uma nova fase da aventura em que ele viera morar num bairro próximo de onde eu moro, com uma namorada a qual ele não ama, nem mesmo dizia ter relações e ainda dizia que se eu ficasse com ela, que era um alívio pra ele.
Várias coisas altamente insanas aconteceram. Pela primeira vez eu tinha um pico legalize pra dar um dois, beber sem me preocupar sobre onde cair morto e também dava pra levar umas parceiras. Como é de se esperar, nem tudo são flores. Eu estava à caminho do bruxo, às três da manhã, para entregar a ele uns cartões de sua namorada. Por fruto de um acaso infeliz e de um ser infernal de má índole atrás do volante, aconteceu um acidente comigo e eu quase morri. Por incrível que pareça, eu me preocupava mesmo era com minha moto, que fora destruída e estava sem seguro. Caí inconsciente e somente no outro dia fui saber o que estava acontecendo, foi quando meus pais souberam que novamente eu estava conectado com o ser o qual eles mais abominam em minha vida, chegam a dizer, com convicção, que ele é o demônio.
Levou um tempo até eu me recuperar do acidente e algumas sequelas seguem até hoje, mas eu ainda tinha contato com o abominável homem das neves do sertão. Eu sempre fui o rei da evasão, mas já tava ficando complicado inventar nome de pessoas pra justificar minhas saídas e dormidas fora. Quisera eu que houvesse uma cúmplice pra justificar como namorada, essa sorte não tive. Como se não bastasse tanta desgraça em minha vida, eu aceitei o pedido do bruxo em emprestar meu cartão de crédito ao bruxo e ele torrou mais quatro dígitos, na promessa de que ele pagaria nos meses seguintes. Ele pagou o mínimo da primeira, as restantes foram parceladas com altos juros.
Tenho passado maior perrengue pra pagar essa conta. Já fiz uma dívida alta com minha prima, pra pagar uma parcela a qual ele me deu o valor de pagar, depois pediu pra guardar e, quando pedi pra ele pegar, o mesmo disse que já havia me dado e que eu perdi. Eu tava certo de que nunca perderia uma alta quantia de dinheiro, mas acreditei no que havia me dito, já que negar também não ia dar em nada, já que não haviam provas. Atualmente, estou à uma semana com atraso na fatura do cartão e não tenho condição alguma de conseguir a grana. Hoje foi o dia que planejei contar à minha mãe sobre essa situação, na esperança de que ela pague e não me mate. O clima aqui em casa tem estado tão bom que a última coisa que eu queria fazer é estragar, mas é o preço que estou tendo que pagar, mais uma vez, pela confiança.
Não sei se posso afirmar se estou arrependido, nem sei se eu voltaria a ter contato com o bruxo. É sempre o mesmo drama mental e isso me consome como nada antes na vida. Um bônus delicioso nessa história é que na semana passada chegou uma cara em minha casa de cobrança do meu plano de saúde. Tal fatura o bruxo havia me dito pra emprestá-lo o valor de pagar e me tranquilizou dizendo que me daria o valor no início da semana, depois pediu o boleto e o restante do valor que eu tinha, afirmando que pagaria na lotérica no próximo dia útil. Bom, a cobrança já deixa bem claro que ele não teve consideração em honrar com sua palavra. Me sinto vítima de estelionato pela única pessoa que cheguei a considerar ser um amigo de verdade.
TL;DR: Confiei em um amigo único e o mesmo me causou arrependimento, ao me dar toco financeiro consecutivamente e, aparentemente, sem remorso.
Esse depoimento me faz lembrar da música Mais Uma Vez de Legião Urbana. Nela, o Renato Russo inicia com palavras que parecem levar luz aos corações desesperados e suicidas:
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais uma vez, eu sei Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã Espera que o sol já vem
Em seguida, ele completa com alertas que servem perfeitamente como desfecho pra essa tragédia narrada:
Tem gente que está do mesmo lado que você Mas deveria estar do lado de lá Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar Tem gente enganando a gente Veja a nossa vida como está Mas eu sei que um dia a gente aprende Se você quiser alguém em quem confiar Confie em si mesmo Quem acredita sempre alcança!
E quando você pensa que não tem mais saída, que tudo que foi vivido foi um erro, vem o conselho final:
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena Acreditar no sonho que se tem Ou que seus planos nunca vão dar certo Ou que você nunca vai ser alguém
E é com a letra dessa linda música, que tanto marcou minha adolescência, mas só agora parece fazer sentido visceral, que me despeço de vocês.
Salaam Aleikum ^-^
submitted by deuszebu to brasil [link] [comments]